
A Polícia Civil da Paraíba segue avançando nas investigações da Operação Parabellum, deflagrada no dia 23 de dezembro de 2025, com foco no combate a uma organização criminosa responsável por crimes de homicídio, tráfico de drogas e lavagem de capitais em Patos e região. A cronologia da operação foi detalhada pelo delegado Edson Pedroza, titular da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos.
De acordo com o delegado, a operação teve início a partir de uma investigação conduzida pela DHE, sob a coordenação do delegado Diego Passos, que resultou na expedição de 31 mandados de prisão contra integrantes da organização criminosa. Ainda no dia da deflagração, forças da Polícia Civil cumpriram 18 mandados de prisão, com alvos localizados em Patos e em cidades da Grande Patos.
As investigações apontaram que a organização possuía uma estrutura dividida em núcleos, com funções bem definidas. “Essas organizações criminosas têm os líderes, os responsáveis pela lavagem do dinheiro, os voltados ao tráfico de drogas e o braço armado, que é aquele que executa homicídios, ameaças e outros crimes violentos”, explicou Edson Pedroza.
O avanço mais recente da operação ocorreu na quarta-feira (15), quando a Polícia Civil efetuou mais uma prisão, desta vez na cidade de João Pessoa. O investigado preso integrava o núcleo armado da organização criminosa e teve a prisão cumprida por força de mandado judicial.
Com essa ação, a Operação Parabellum alcançou a 23ª prisão, reforçando o impacto da ofensiva policial no desmantelamento da Orcrim. Segundo o delegado, o trabalho da DHE de Patos conta com o apoio institucional da cúpula da Polícia Civil da Paraíba. “Estamos atuando com todo o suporte do delegado-geral, do superintendente regional, Dr. Cristiano, e do delegado seccional, Dr. Rodrigo, respectivamente, que têm garantido a logística e o apoio necessários para o êxito da operação”, destacou.
A Polícia Civil reforça que as investigações continuam, com o objetivo de localizar outros integrantes da organização e garantir que todos os envolvidos respondam judicialmente pelos crimes praticados.