
O físico e meteorologista Rodrigo Cézar divulgou uma nova análise climática para o Nordeste e apontou que as chuvas recentes no interior da Paraíba não estão associadas à Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema responsável pelas precipitações entre fevereiro e maio.
Segundo ele, o Atlântico Sul mais frio que o normal na faixa da costa leste-nordeste vinha tornando o cenário desfavorável para chuvas em janeiro e no início de fevereiro. Mesmo assim, a atuação da circulação atmosférica em larga escala sobre o Nordeste ajudou a amenizar a situação.
De acordo com o meteorologista, a umidade que provocou os eventos recentes de chuva chegou principalmente por meio de frentes frias no Sudeste, episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a atuação de um cavado no Atlântico Sul — sistema de baixa pressão que favorece a formação de nuvens.
Rodrigo Cézar destacou que, desde o dia 4 de fevereiro, os episódios mais significativos têm sido registrados nas regionais de Sousa e Cajazeiras, no Sertão paraibano. Em outras áreas do interior do estado, as chuvas seguem mal distribuídas.
O mesmo padrão foi observado no Ceará, onde o sul do estado vem sendo mais beneficiado, enquanto o centro-norte apresenta precipitações mais escassas e irregulares.
Tendência para os próximos dias
A previsão indica que, a partir do dia 20 de fevereiro, a probabilidade de chuva diminui e os eventos devem ocorrer de forma mais isolada até o dia 23.
Já entre 24 de fevereiro e 3 de março, a expectativa é de retorno das chuvas em boa parte do interior do Nordeste — incluindo Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, extremo norte da Bahia, centro e norte do Maranhão e do Piauí — porém ainda dentro de um padrão irregular.
Para a Paraíba, a tendência é que as regiões de Sousa e Cajazeiras continuem entre as áreas com maiores volumes de precipitação nas próximas semanas.
Veja vídeo: meteorologista Rodrigo Cézar