
O técnico da EMPAER, Marconi Palmeira Filho, esteve às 6h da manhã desta terça-feira (3) na Barragem da Farinha, em Patos, para registrar em fotos e vídeos a situação do manancial e realizar a medição na régua de controle. Segundo ele, faltam tecnicamente 80 centímetros para o transbordamento.
Marconi observou que, como ainda não houve sangria, há grande quantidade de sujeira acumulada na lâmina d’água, composta por vegetações secas, toras de madeira, garrafas PET e outros materiais arrastados ao longo dos cerca de 60 quilômetros do Rio Farinha. O rio nasce no município de Salgadinho e percorre Passagem, Areia de Baraúnas, Cacimba de Areia e Quixaba até desaguar no reservatório em Patos.
Localizada a 8,5 quilômetros do Centro da cidade e integrante do sistema de abastecimento local, a barragem foi inaugurada em 23 de fevereiro de 1975 e teve sua primeira sangria em 3 de março do mesmo ano. A última ocorreu em 19 de março de 2020, às 4h40, no Dia de São José.
O manancial iniciou o ano com apenas 0,50% da capacidade, mas registrou rápida recarga nas últimas semanas. Nesta segunda-feira (2), o volume oficial já era de 57,37%, percentual que deve aumentar após a atualização desta terça-feira, considerando o acréscimo de aproximadamente 60 centímetros no nível da água em apenas 24 horas.
A expectativa é de que a Barragem da Farinha volte a sangrar ainda na primeira quinzena de março. De acordo com levantamento de Marconi Palmeira, as previsões dos principais institutos meteorológicos indicam uma redução temporária das chuvas nos próximos dias, com retorno de precipitações mais volumosas em seguida.