
O delegado da Polícia Civil de Princesa Isabel, Gutemberg Cabral, esclareceu os detalhes da investigação que resultou na prisão preventiva de um policial civil suspeito de extorquir comerciantes que exploravam máquinas de caça-níquel no município e em outras cidades da região.
De acordo com o delegado, a investigação teve início após denúncias de que indivíduos se apresentavam como “policiais de Princesa” e estavam visitando estabelecimentos onde havia máquinas caça-níquel instaladas — atividade considerada ilegal no Brasil. Segundo as informações recebidas pela polícia, esses supostos agentes realizavam abordagens nos locais alegando estar em ação de fiscalização.
Diante das denúncias, a 3ª Superintendência Regional de Polícia Civil (SRPC) determinou, em caráter de designação especial, que uma equipe de uma delegacia especializada realizasse diligências para apurar os fatos e esclarecer as circunstâncias do caso.
Durante as investigações, foi constatado que os suspeitos se apresentavam como policiais e exigiam valores em dinheiro dos comerciantes, afirmando que poderiam realizar prisões ou apreensões caso as quantias solicitadas não fossem pagas.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil cumpriu, na quarta-feira (11), um mandado de prisão preventiva contra um dos investigados por envolvimento nas práticas criminosas ocorridas em Princesa Isabel. O segundo suspeito já foi identificado e localizado e deverá ser preso.
Segundo o delegado Gutemberg Cabral, os dois investigados não são lotados na região de Princesa Isabel. Ambos foram afastados das funções e também responderão a procedimento administrativo disciplinar, que pode resultar na expulsão do serviço público.
O delegado também destacou que a Polícia Civil está intensificando as investigações para coibir definitivamente a exploração de máquinas caça-níquel na região. A prática é considerada contravenção penal, e os responsáveis poderão responder criminalmente.
