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Perícia não encontra sinais de intoxicação em mulher que morreu após comer em pizzaria em Pombal

Exames toxicológicos seguem em análise enquanto Polícia Civil investiga morte e surto com mais de 100 casos.

Por: Guilherme Alves Fonte: Da Redação com g1PB
20/03/2026 às 07h48
Perícia não encontra sinais de intoxicação em mulher que morreu após comer em pizzaria em Pombal
Mulher morre com suspeita de intoxicação alimentar após consumir pizza em PombalMais de 100 pessoas procuraram atendimento médico com sintomas semelhantes; estabelecimento foi interditado. Por: Guilherme Alves Fonte: Da Redação 18/03/2026 às 07h05 Atualiz

A morte de uma mulher após consumir alimentos em uma pizzaria na cidade de Pombal, no Sertão paraibano, segue cercada de dúvidas. De acordo com o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal, a necropsia inicial não identificou sinais clássicos de intoxicação no corpo da vítima.

Segundo o diretor do Numol de Cajazeiras, Luis Rustenis, foram coletadas amostras biológicas para exames toxicológicos, que devem esclarecer se houve ingestão de alguma substância que possa ter causado a morte.

“Durante a necropsia, não foi evidenciado sinal clássico de intoxicação. Solicitamos exames toxicológicos e fizemos a coleta de material biológico para investigar substâncias externas que possam ter relação com o caso. Se houve ingestão, isso deve aparecer no resultado”, explicou.

Os laudos devem ser concluídos em até 10 dias, conforme prevê o Código de Processo Penal, embora o prazo possa ser ampliado diante da complexidade da investigação. Após a finalização, o material será encaminhado às autoridades policiais.

Paralelamente, a Polícia Civil da Paraíba instaurou inquérito para apurar não apenas a morte da mulher, mas também um surto que deixou mais de 100 pessoas com sintomas de intoxicação alimentar após frequentarem o mesmo estabelecimento.

De acordo com o delegado Rodrigo Barbosa, dois crimes estão sendo investigados. O primeiro é o de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, relacionado à morte da cliente.

“A morte dela passa a ser considerada um possível homicídio culposo. Precisamos esclarecer o que aconteceu com base nos alimentos utilizados e identificar uma possível contaminação”, afirmou.

O segundo ponto da investigação envolve o crime de comercialização de alimento impróprio para consumo, previsto na Lei nº 8.137/1990. A legislação prevê pena de detenção de dois a cinco anos ou multa para quem vender ou fornecer produtos inadequados.

“A principal linha de investigação é o consumo de alimento impróprio. O mais importante agora é identificar o que causou as intoxicações. Havendo negligência, os responsáveis podem responder criminalmente, sejam proprietários ou vendedores”, completou o delegado.

A conclusão dos exames toxicológicos e das análises laboratoriais deve ser fundamental para esclarecer o caso, que segue sob investigação.

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