
O técnico da EMPAER, Marconi Palmeira Filho, divulgou nesta terça-feira (24) o balanço das chuvas registradas nas últimas 24 horas nos municípios da regional de Patos, além de um comparativo entre os acumulados de março de 2026, os totais do mesmo período em 2025 e as médias históricas dos últimos 30 anos.
De acordo com os dados, alguns municípios registraram bons volumes de chuva entre a segunda-feira (23) e esta terça, com destaque para Junco do Seridó (38,8 mm), Passagem (31,1 mm) e Areia de Baraúnas (28,5 mm). Outros municípios como Cacimba de Areia (21 mm) e Patos (8,1 mm) também registraram precipitações, enquanto diversas cidades não tiveram ocorrência de chuva no período.
O acumulado de março de 2026 chama atenção por superar, em vários municípios, tanto os totais registrados em março de 2025 quanto a média histórica para o mês. Em Cacimba de Areia, por exemplo, já foram registrados 291 mm neste mês, bem acima dos 122,1 mm do ano passado e da média histórica de 183,7 mm. Situação semelhante ocorre em Mãe d'Água, com 287,6 mm acumulados, e em Areia de Baraúnas, que soma 251,5 mm.
Em Patos, o volume acumulado em março já chega a 250,7 mm, superando tanto o registrado no mesmo período de 2025 (139,1 mm) quanto a média histórica de 195,2 mm. Outros municípios como Passagem, Santa Luzia e Quixaba também apresentam volumes expressivos no mês.
No acumulado anual de 2026, várias cidades já demonstram um cenário positivo em relação ao mesmo período do ano passado. Cacimba de Areia lidera com 583,5 mm, seguida por Mãe d'Água (645,4 mm) e Quixaba (568,7 mm). Em alguns casos, os volumes já se aproximam das médias históricas anuais, indicando um bom comportamento das chuvas até o momento.
Apesar dos bons índices, há municípios onde os volumes ainda estão abaixo da média histórica, como Malta, São Mamede e Santa Teresinha, o que reforça a irregularidade típica das chuvas no semiárido.
Os dados da EMPAER indicam, de forma geral, um cenário favorável para o início de 2026 na região, especialmente para a recarga hídrica e o desenvolvimento das atividades agrícolas, que dependem diretamente da regularidade das chuvas no Sertão paraibano.