
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (31), a Operação Phantom com o objetivo de desarticular uma organização criminosa cibernética especializada em furtos eletrônicos contra instituições financeiras.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, com apoio da Unintelpol, Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Draco, Grupo Tático Especial (GTE) de Itaporanga e da Polícia Civil do Ceará.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava a chamada “violência cognitiva” para aplicar golpes digitais. O líder da organização, responsável pela programação dos ataques, atuava a partir de Patos, enquanto outros integrantes operavam no Ceará, sendo responsáveis pelo vazamento de dados de vítimas — prática conhecida como “tripeiro”.
A organização também mantinha um esquema de lavagem de dinheiro por meio de lojas de roupas e artigos de luxo nos dois estados.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva — três em Patos (PB) e um em Cascavel (CE) — além de 14 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Fortaleza (CE), um em Cascavel (CE) e seis em Patos.
As equipes apreenderam diversos dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores. Também foi sequestrado um veículo modelo SW4, avaliado em cerca de R$ 300 mil, e determinada a restrição de alienação de um imóvel de luxo em Patos.
As investigações continuam com o objetivo de identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.
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