
A Barragem da Farinha, em Patos, voltou a registrar sangria, mas sem o volume expressivo observado em anos anteriores. Apenas parte do sangradouro apresenta transbordamento neste início de abril, cenário que reflete as condições climáticas recentes na região.
A constatação foi feita pelo técnico da EMPAER, Marconi Palmeira, durante visita ao local na manhã desta terça-feira (7).
De acordo com a análise técnica, alguns fatores têm contribuído para o baixo nível de sangria. Entre eles estão o funcionamento do canal Farinha/Jatobá, a evaporação contínua, a operação da adutora da Cagepa — responsável pelo abastecimento de Patos e região —, além da escassez de chuvas nas áreas de cabeceira.
O último registro de transbordamento significativo do manancial ocorreu em 19 de março de 2020, quando a barragem atingiu maior volume e proporcionou um espetáculo natural mais intenso.
Apesar do cenário atual, as perspectivas são positivas. A previsão indica boas chuvas ao longo do mês de abril, o que pode elevar rapidamente o nível da barragem nos próximos dias e intensificar a sangria.
No Sertão, a expectativa permanece alta. Moradores seguem esperançosos de ver a Barragem da Farinha voltar a transbordar com força, repetindo momentos marcantes já vividos em períodos de maior abundância hídrica.
Veja ao vídeo: Marconi Palmeira