
Uma denúncia de supostos maus-tratos a um cachorro no restaurante Vila Sertão, em Patos, repercutiu nas redes sociais e gerou acusações contra o estabelecimento. Após diligências da Polícia Civil, no entanto, a investigação não encontrou indícios que comprovem agressão ao animal.
Em entrevista ao portal Pabhlo Notícias, a delegada Daniela Quirino informou que a polícia analisou imagens do local e ouviu pessoas ligadas ao caso. Segundo ela, o conteúdo divulgado na internet mostrava apenas partes da situação, o que motivou a apuração completa.
“A senhora que denunciou viu o animal de longe e relatou que um flanelinha teria dito que o cachorro foi queimado com óleo, mas ele negou essa versão. O próprio flanelinha afirmou que conhece o animal há bastante tempo e que o restaurante costumava alimentá-lo”, explicou a delegada.
De acordo com a investigação, o cachorro já apresentava sinais de debilidade física e poderia estar doente, inclusive com suspeita de leishmaniose (calazar). Como o animal morreu, não foi possível realizar perícia para identificar possíveis lesões.
“Até o momento, não temos nenhum indício de maus-tratos, nem por parte do restaurante, nem de terceiros. A investigação segue para análise de outras imagens”, afirmou Daniela Quirino.
O proprietário do Vila Sertão, José Edilson, disse que o animal chegou debilitado ao local e recebeu assistência. Ele também criticou a divulgação precipitada do caso antes da conclusão da apuração policial.
A Polícia Civil informou que o caso continua sob averiguação, mas reforçou que, até agora, não há elementos que sustentem a acusação de maus-tratos.