
O Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos identificou 24 perfurações provocadas por arma branca no corpo de Brayan Gabriel Guedes de Lucena, de apenas três semanas de vida, morto na quarta-feira (14), no bairro Dona Milindra, em Patos, no Sertão paraibano.
De acordo com o chefe do Numol, médico legista Dionísio Filho, uma das lesões atingiu as câmaras cardíacas e provocou a morte por choque hemorrágico. Os ferimentos foram identificados na face, no tórax, no abdômen e nos membros superiores da criança.
O laudo necroscópico conclusivo deve ser emitido em até 10 dias. Já o exame de DNA, que será realizado no Instituto de Polícia Científica (IPC), em João Pessoa, poderá levar de 20 a 30 dias. O objetivo é analisar o material genético encontrado na faca apreendida e contribuir para a identificação de quem manuseou a arma.
Os pais do bebê, Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque e Mirelly Laila Lucena Braz, ambos de 19 anos, foram presos em flagrante e tiveram as prisões convertidas em preventivas pela Justiça. Os dois apresentaram versões conflitantes sobre a autoria das agressões.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.