O meteorologista Rodrigo Cezar realizou um balanço das chuvas na região do Cariri, Sertão e Alto Sertão da Paraíba, além de áreas do Sertão do Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco. Em dezembro de 2024, ele previu que a estação chuvosa de 2025 seria bastante irregular, com um início promissor seguido de meses mais secos. Segundo ele, janeiro teve chuvas acima da média, enquanto fevereiro e março apresentaram precipitações irregulares e abaixo do esperado.
O especialista explicou que a irregularidade nas chuvas está diretamente relacionada à temperatura do Oceano Atlântico Sul, na altura da costa leste do Nordeste. Esse fator influencia diretamente a umidade disponível para formação de chuvas. O oceano, que esteve muito quente nos últimos anos, esfriou no primeiro semestre de 2025, dificultando a regularidade das precipitações. No entanto, com o aumento da temperatura oceânica a partir da segunda metade de março, os períodos chuvosos voltaram a ocorrer entre os dias 14 e 20, trazendo boas chuvas para diversas localidades, como Sousa, que registrou 42 mm na noite do dia 21 de março.
A previsão para os próximos dias indica uma redução significativa das chuvas entre 21 e 27 de março, exceto por alguns episódios isolados em regiões do interior da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Para Pernambuco, o cenário permanece desfavorável, com chuvas irregulares devido ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical. A expectativa é de um novo retorno das precipitações a partir do dia 28 de março, especialmente no semiárido do Rio Grande do Norte e no centro-norte do Ceará.
Em relação ao acumulado de chuvas no período de janeiro a maio de 2025, os índices seguem dentro das previsões iniciais feitas pelo meteorologista. Em Patos, a estimativa era de 600 a 800 mm, e até agora foram registrados 411 mm, conforme dados da EMPAE. Pombal, que deveria acumular entre 600 e 800 mm, já chegou aos 400 mm. Sousa, com previsão entre 650 e 900 mm, atingiu 580 mm, e Cajazeiras, que poderia alcançar entre 800 e 1.100 mm, já registrou 480 mm até o momento.
Esses números demonstram que, apesar da irregularidade nas precipitações, o volume de chuvas registrado até agora segue dentro das expectativas. Segundo Rodrigo Cezar, a tendência é de que abril e maio mantenham um padrão de chuvas variáveis, com períodos de estiagem intercalados com boas precipitações, especialmente no semiárido da Paraíba e do Ceará.
Diante desse cenário, o meteorologista reforça a importância do planejamento agrícola, especialmente para os produtores rurais que dependem das chuvas para o plantio. Ele destacou que culturas como o feijão se mostram mais resistentes às variações climáticas, sendo a melhor opção para o período. Veja vídeo:
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