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OUÇA: Advogado de Patos move ação contra Banco de Brasília por atraso em liberação de depósitos judiciais

Alexandre Nunes denuncia demora de até 30 dias nos repasses de valores já liberados pela Justiça e afirma que situação prejudica advocacia e jurisdicionados.

Por: Airton Alves Fonte: Da Redação
28/05/2025 às 22h13
OUÇA: Advogado de Patos move ação contra Banco de Brasília por atraso em liberação de depósitos judiciais

O advogado Alexandre Nunes, atuante na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, ingressou com uma ação judicial contra o Banco de Brasília (BRB), alegando sérios transtornos causados pelo banco na liberação de depósitos judiciais. A ação foi movida após o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) firmar um convênio com o BRB para centralizar os depósitos judiciais da instituição.

De acordo com o advogado, o procedimento padrão para liberação dos valores segue etapas claras: após a condenação judicial, a parte interessada requer o saque, o juiz expede o alvará e o cartório encaminha o documento ao banco, que, por sua vez, deve creditar os valores diretamente na conta do beneficiário — seja ele parte no processo ou advogado que detém honorários.

O que era para ser um processo ágil e funcional, no entanto, se tornou motivo de indignação. Segundo Nunes, o BRB tem demorado entre 5 e 30 dias, e em alguns casos até mais, para efetuar os créditos que já foram liberados judicialmente.

— É um verdadeiro desrespeito à advocacia e à sociedade paraibana. O banco está retendo valores que não lhe pertencem. Isso causa prejuízos materiais e morais, especialmente em situações em que o valor tem caráter alimentar — criticou o advogado.

O caso levado à Justiça envolve uma cliente representada por Nunes, que teria enfrentado demora injustificada para receber os valores determinados por alvará. Diante da situação, o advogado moveu ação no Juizado da Fazenda Pública de Patos pedindo, além do imediato pagamento, a reparação por danos morais sofridos por sua constituinte.

— O cidadão já precisa lutar para fazer valer um direito reconhecido em juízo. Agora precisa litigar novamente contra o banco para que esse direito seja efetivado. Isso é inaceitável — declarou.

Para o advogado, a parceria firmada entre o Tribunal de Justiça da Paraíba e o BRB, embora recente, precisa de urgente revisão, já que não estaria cumprindo sua finalidade de forma eficiente.

— É uma prestação de serviço que nasceu falha, que moralmente é ilegítima, e que tem causado prejuízos reais à população e à advocacia. Esperamos que a Justiça corrija esse equívoco e que os órgãos competentes tomem providências — concluiu.

O Banco de Brasília ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A redação segue acompanhando o andamento da ação e eventuais posicionamentos do BRB e do TJPB.  

Advogado Alexandre Nunes
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