
Uma nova esperança surge para famílias patoenses que enfrentam doenças crônicas e debilitantes. Em visita institucional à Câmara Municipal de Patos nesta segunda-feira (21), o advogado e cofundador do Centro Brasileiro de Pesquisa da Cannabis Medicinal (CEBRAPCAM), Saulo Dantas, apresentou uma proposta de parceria para ampliar o acesso gratuito à cannabis medicinal à população em situação de vulnerabilidade.
Recebido pelo vereador Rafael Policial (União) e sua equipe, Saulo defendeu a criação de uma Lei Municipal que garanta o fornecimento gratuito de medicamentos à base de cannabis para pacientes que não têm condições financeiras de arcar com os custos do tratamento. “A cannabis medicinal tem mudado a vida de pessoas com epilepsia, autismo, dores crônicas, entre outras condições. O que propomos é justiça social por meio do acesso à saúde”, afirmou o representante do CEBRAPCAM.
Durante o encontro, Saulo destacou que a Paraíba já conta com legislações em vigor nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, que asseguram o direito ao tratamento para milhares de pacientes. O objetivo, agora, é incluir Patos nesse avanço, garantindo dignidade e bem-estar às famílias patoenses.
Como proposta prática, o CEBRAPCAM sugeriu a elaboração de um projeto de lei municipal voltado à regulamentação e à gratuidade da cannabis medicinal, além da realização de uma audiência pública. O debate deverá reunir representantes dos poderes Executivo e Legislativo, nas esferas municipal, estadual e federal, bem como membros da sociedade civil organizada.
O vereador Rafael Policial sinalizou positivamente à proposta e afirmou que analisará com responsabilidade e compromisso social a viabilidade da iniciativa. “Nosso mandato está aberto ao diálogo e ao desenvolvimento de políticas públicas que tragam dignidade e cuidado às famílias patoenses”, declarou.
A visita a Patos integra uma série de ações institucionais do CEBRAPCAM por todo o Brasil, com o objetivo de fomentar o debate público e ampliar o acesso regulado e seguro à cannabis medicinal como alternativa terapêutica reconhecida pela ciência e respaldada pela legislação.