
O paraibano Joelison Fernandes da Silva, conhecido em todo o país como Ninão, deixou o Hospital das Clínicas de Campina Grande nesta segunda-feira (20), três dias após passar por uma cirurgia de amputação da perna esquerda. Considerado o homem mais alto do Brasil, com 2,37 metros, Ninão agora se recupera em casa e deve retornar ao hospital apenas para o acompanhamento ambulatorial e retirada dos pontos, prevista para daqui a 30 dias.
Segundo informações do hospital, a alta foi concedida após avaliação das equipes de clínica médica e infectologia, que constataram boa evolução do quadro pós-cirúrgico. A amputação foi necessária devido à osteomielite, uma infecção óssea agravada pelo diabetes, que também levou à perda da perna direita em 2021.
“Não é fácil, mas infelizmente foi necessário. A recuperação será dolorida, mas com fé em Deus vou superar mais essa barreira”, declarou Ninão, confiante em sua reabilitação.
Natural de Assunção, no Cariri paraibano, Ninão descobriu o gigantismo aos 14 anos, quando já media 1,95 metro. A nova cirurgia seguiu o mesmo procedimento da anterior, com amputação cerca de 20 centímetros abaixo do joelho.
De acordo com o boletim médico, Joelison deu entrada no início de outubro apresentando sinais de necrose e comprometimento tecidual extenso. Após avaliação da equipe multiprofissional, a amputação foi considerada a única alternativa viável.
Agora, o próximo desafio de Ninão será conseguir recursos para adquirir uma nova prótese, já que o custo é elevado. Ele pretende lançar uma campanha solidária para arrecadar o valor necessário.
A osteomielite é uma infecção que atinge os ossos e pode ser causada por bactérias, fungos ou vírus. A doença ocorre quando micro-organismos se instalam no tecido ósseo, provocando inflamação e, em casos mais graves, necrose. O tratamento costuma envolver o uso de antibióticos e, em situações extremas, como a de Ninão, pode exigir intervenções cirúrgicas para evitar a disseminação da infecção.