
O presídio federal de Catanduvas, no Paraná, passou a abrigar, nesta quarta-feira (12), sete chefes do Comando Vermelho (CV) transferidos do sistema penitenciário do Rio de Janeiro. A unidade, considerada uma das mais seguras do país, segue protocolos rígidos para impedir qualquer contato dos detentos com o mundo externo.
Os presos ficarão em celas individuais, isolados por pelo menos 50 dias, sem visitas e com banho de sol em solários separados. O controle é total: câmeras monitoram todas as rotinas, e cada deslocamento dentro do presídio exige revista pessoal e varredura na cela. Nenhum alimento ou item de fora é permitido — tudo é fornecido pela própria penitenciária.
Catanduvas também abriga o traficante Fernandinho Beira-Mar, que inaugurou a unidade em 2006. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o regime inclui 22 horas de isolamento por dia e duas horas de banho de sol, sempre sob vigilância da Polícia Penal Federal.
Os chefes do CV foram removidos após serem apontados como responsáveis por ordenar ataques, sequestros de ônibus e a instalação de barricadas em comunidades do Rio em retaliação à megaoperação policial do fim de outubro, que deixou 121 mortos nas favelas da Penha e do Alemão.
Entre os transferidos estão My Thor, Naldinho, Bicinho, Cabeça, Criam, Choque e Irmão Metralha — nomes conhecidos da alta cúpula da facção que agora seguem sob o regime mais restritivo do sistema prisional brasileiro.