
A situação hídrica de Patos e dos municípios da região metropolitana segue se agravando com a queda contínua do volume dos reservatórios responsáveis pelo abastecimento. Desde 17 de novembro, a população enfrenta um rígido cronograma de racionamento de água estabelecido pela Cagepa – Regional das Espinharas, em razão do baixo nível dos mananciais.
A Barragem Capoeira, localizada em Santa Terezinha, está atualmente com apenas 7,55% de sua capacidade, armazenando 4.036.007 m³ dos 53.450.000 m³ totais, conforme último levantamento de 14 de novembro.
Em Patos, a Barragem da Farinha apresenta o quadro mais grave: opera com apenas 1,73% de acumulação, armazenando 446.170 m³ de água, diante de sua capacidade total de 25.738.500 m³, segundo medição realizada em 19 de novembro.
O Açude Jatobá, também em Patos, apresenta índice um pouco mais confortável, mas ainda preocupante: possui 2.395.473 m³, apenas 13,68% de sua capacidade total de 17.516.000 m³.
Diante do cenário, a Cagepa alerta para o risco de colapso no abastecimento caso não haja recuperação dos volumes nos próximos meses. A companhia reforça a orientação para que a população faça o uso racional da água, evitando desperdícios no consumo doméstico, lavagem de calçadas, uso excessivo em jardins e outras práticas que ampliam o consumo.
Também é feita a recomendação para que a comunidade denuncie irregularidades como ligações clandestinas, desvio de água e vazamentos, que prejudicam ainda mais o abastecimento coletivo.
O racionamento segue vigente até que os mananciais apresentem melhora significativa, e a Cagepa deve divulgar ajustes no cronograma de distribuição conforme as condições dos reservatórios evoluam.
Enquanto isso, o apelo é único: consumir apenas o necessário para que Patos e toda a região possam atravessar o período crítico sem ruptura total no fornecimento de água.