
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) confirmou oficialmente o retorno do fenômeno La Niña. No entanto, seus efeitos sobre o interior do Nordeste devem ser limitados neste fim de ano. A análise é do consultor meteorológico do agronegócio Rodrigo Cézar Limeira, que destaca que a La Niña atual deve ser fraca e tende a durar apenas até fevereiro ou março de 2026.
De acordo com o meteorologista, uma La Niña mais intensa beneficiaria estados como Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, ao permitir que parte da umidade gerada pelas frentes que atuam sobre o interior da Bahia se deslocasse para esses territórios, aumentando o volume de chuvas. Porém, com o fenômeno em baixa intensidade, as precipitações registradas em outubro e novembro ocorreram de forma isolada e de pouca expressão.
Rodrigo Cézar lembra que já havia antecipado esse cenário, prevendo que novembro e dezembro seriam meses de pouca ou nenhuma chuva no interior dos três estados. A tendência, segundo ele, se mantém para o encerramento de 2025.
Quanto à quadra chuvosa de fevereiro a maio, tradicionalmente o período mais importante para a região, ele afirma que ainda é cedo para traçar previsões mais precisas sobre o comportamento das chuvas no próximo ano.