
Chegando ao mês de dezembro, o cenário atmosférico e oceânico aponta para um período pouco chuvoso em áreas do Sertão da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e parte do interior de Pernambuco. A análise é do físico e meteorologista Rodrigo Cézar, que destaca o comportamento dos oceanos como fator decisivo para a redução das precipitações.
Segundo o especialista, o Atlântico Sul encontra-se mais frio ao longo da costa leste do Nordeste, enquanto o Atlântico Norte passa por um processo de aquecimento. No Pacífico, predomina uma La Niña fraca, condição que, embora costume favorecer a entrada de umidade na região, não está forte o suficiente para impulsionar os ventos de altitude que transportariam maior volume de vapor d’água do interior da Bahia para o Nordeste.
Rodrigo Cézar explica que, se o fenômeno estivesse mais intenso, a configuração dos ventos em altos níveis — predominantes de sul-sudoeste nesta época do ano — permitiria maior aporte de umidade para o interior da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. “Com uma La Niña forte, esse reforço poderia ter acontecido já em outubro ou novembro”, observa.
Com a versão enfraquecida do fenômeno, os eventos de chuva tendem a permanecer isolados, como os registrados entre os dias 19 e 22 de novembro. Assim, a previsão mais provável para dezembro é de pouca chuva no Sertão dos estados citados.
O alerta é do físico, meteorologista e consultor em agronegócio e eficiência energética Rodrigo Cézar, mestre em Meteorologia e doutor em Física, que acompanha a dinâmica climática da região.
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