
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), notificou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre o processo administrativo que pode resultar na perda do mandato por excesso de faltas. O parlamentar está ausente desde 20 de julho, quando terminou a licença de 120 dias solicitada em março, período no qual se mudou para os Estados Unidos com a família.
A notificação cita o artigo 55 da Constituição, que prevê cassação para quem deixa de comparecer a um terço das sessões deliberativas. Eduardo terá cinco dias úteis para apresentar defesa por escrito.
Nas redes sociais, o deputado criticou o processo, afirmando que seus mais de 700 mil votos podem ser desrespeitados. Ele alegou não poder retornar ao Brasil e acusou o ministro do STF Flávio Dino de bloquear emendas parlamentares de sua autoria.
Eduardo Bolsonaro é réu no Supremo por coação, denunciado pela PGR por suposta pressão sobre autoridades dos EUA no caso que envolve o julgamento de seu pai pela tentativa de golpe de Estado.