
O ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, de 44 anos, investigado por envolvimento em esquema de fraudes em concursos públicos, morreu na tarde desta terça-feira (16) no Hospital Regional de Patos, no Sertão da Paraíba. De acordo com a assessoria da unidade, o óbito foi registrado às 16h27, na área vermelha do hospital.
Wanderlan havia sido internado na segunda-feira (15), após agravamento do estado de saúde. Até a última atualização, o hospital não informou oficialmente a causa da morte. Ele enfrentava problemas de saúde relacionados à coagulação do sangue.
Familiares relataram que Wanderlan apresentava complicações de saúde há algum tempo e buscou atendimento em unidades de Campina Grande e Patos, incluindo UPAs e o próprio Hospital Regional. No dia 10 de outubro, chegou a ser internado na UPA do Campo da Liga, oito dias após ter sido preso pela Polícia Federal.
O ex-PM ganhou repercussão nacional ao ser investigado pela Polícia Federal por participação em fraudes em concursos públicos federais, entre eles o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024. Segundo a PF, ele se inscreveu no certame para testar o esquema, foi aprovado para o cargo de auditor fiscal do trabalho, com salário inicial de R$ 22,9 mil, mas não compareceu ao curso de formação.
Preso durante operação da PF, Wanderlan teve a prisão preventiva substituída por medidas cautelares por decisão judicial, em razão do estado de saúde. Expulso da Polícia Militar da Paraíba em 2021, ele também teve mantida, em 2020, condenação a seis anos de prisão pelo crime de tortura, com perda do cargo público.
As investigações sobre o esquema de fraudes seguem em andamento na Polícia Federal.