
O físico e meteorologista Rodrigo Cézar afirma que dezembro termina com pouca ou nenhuma chuva em grande parte do interior da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Segundo ele, as condições atmosféricas e oceânicas não foram favoráveis para a ocorrência de precipitações significativas na região.
De acordo com Rodrigo Cézar, a La Niña, que poderia contribuir para um cenário mais chuvoso no fim do ano, apresenta intensidade fraca e não conseguiu influenciar positivamente o regime de chuvas no interior desses estados. Ele explica que a umidade dos sistemas meteorológicos, como frentes frias e Zonas de Convergência do Atlântico Sul, ficou concentrada no interior da Bahia, chegando de forma limitada às demais áreas do Nordeste.
O meteorologista também destaca que o Atlântico Sul está com temperaturas mais frias na altura da costa leste do Nordeste, o que reduz ainda mais o potencial de chuvas. Além disso, os vórtices ciclônicos atuaram em posições desfavoráveis e não transportaram umidade suficiente para o interior da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Com esse cenário, muitos municípios devem encerrar dezembro praticamente sem registros de chuva. Para janeiro, a previsão segue desfavorável. Rodrigo Cézar aponta que as chuvas devem variar de normal a abaixo da média em grande parte do interior do Nordeste.
Em Patos, no Sertão da Paraíba, a média histórica de janeiro é de cerca de 68 milímetros, e a estimativa é de volumes iguais ou inferiores a esse índice. Situação semelhante deve ocorrer em Pombal, Souza, Cajazeiras e outras cidades do interior paraibano, com acumulados dentro ou abaixo da média climatológica.