
A cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, vive um cenário crítico no abastecimento de água em razão da severa redução dos volumes nos principais mananciais da região. Diante da situação, a Cagepa – Regional das Espinharas mantém o sistema de abastecimento com rodízio no fornecimento, em vigor desde o dia 17 de novembro.
De acordo com dados da Aesa – Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba, a Barragem da Farinha, que historicamente abastece Patos e municípios da região metropolitana — de Quixaba a Assunção — está atualmente com apenas 0,99% de sua capacidade hídrica, acumulando cerca de 255 mil metros cúbicos de água, frente a uma capacidade total superior a 25 milhões de metros cúbicos. Em razão desse volume extremamente reduzido, o sistema da Barragem da Farinha não está mais operando no abastecimento de água.
Outros reservatórios também apresentam situação preocupante. O Açude Jatobá registra 11,08% da capacidade, com pouco mais de 1,9 milhão de metros cúbicos, enquanto a Barragem de Capoeira soma apenas 7,17%, armazenando cerca de 3,8 milhões de metros cúbicos, conforme a última medição divulgada pela Aesa.
Atualmente, o abastecimento de Patos e de parte da região depende de sistemas alternativos, como a adutora Coremas/Sabugi, que atende São José de Espinharas, o distrito de Santa Gertrudes — pertencente a Patos — e os municípios do Vale do Sabugi. Já São José do Bonfim e Santa Terezinha seguem sendo abastecidos pela Barragem de Capoeira, localizada em Santa Terezinha.
Com os mananciais em níveis considerados críticos, a Cagepa adotou o rodízio no fornecimento, dividindo os bairros de Patos em três grupos, com dias específicos de abastecimento, como forma de garantir a continuidade do serviço enquanto persiste a escassez hídrica.
Diante do cenário, a Cagepa e os órgãos de gestão hídrica reforçam o apelo para que a população faça uso racional da água, evitando desperdícios e contribuindo para preservar os volumes disponíveis até a recarga dos reservatórios.