
O Supremo Tribunal Federal manteve, neste sábado (27), a prisão domiciliar de oito pessoas condenadas por envolvimento na tentativa de golpe. A decisão foi confirmada após audiências de caráter formal conduzidas por uma juíza auxiliar do ministro Alexandre de Moraes.
Ao todo, dez condenados tiveram a prisão domiciliar determinada, incluindo militares do Exército, uma delegada da Polícia Federal, o presidente do Instituto Voto Legal e um ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dois deles, porém, não foram encontrados: Carlos Cesar Moretzsohn Rocha é considerado foragido, e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida informou que retornará a Goiânia para cumprir a ordem.
Segundo Moraes, a medida busca conter novas tentativas de fuga, diante de indícios de articulação para deixar o país. O ministro citou casos recentes, como a prisão do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques após tentativa de saída do Brasil com documento falso, para justificar o endurecimento das decisões.