
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta terça-feira (15), a Operação Bon Vivant, em Campina Grande, com foco em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Segundo o delegado Alfrânio de Brito, a investigação conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACCO) identificou diferentes formas utilizadas pelos investigados para movimentar os recursos, incluindo criptomoedas e a compra de cavalos de raça.
O grupo também teria planejado investir na carreira de um cantor, com a intenção de utilizar uma eventual projeção artística para lavar o dinheiro obtido ilegalmente.
“Essa lavagem era feita através de criptomoedas, através de cavalos de raça, e também eles estavam querendo investir na carreira de um cantor para tentar lavar dinheiro no sucesso desse cantor, se ele viesse a ter”, afirmou o delegado.
A operação teve como uma das principais medidas o bloqueio de R$ 144 milhões em bens e valores. Também foram apreendidos carros de luxo e jet ski.
Para Alfrânio de Brito, a retirada dos recursos é uma das principais estratégias para enfraquecer a organização. “É uma operação muito grande onde, na verdade, se atinge o coração do crime organizado, que é a asfixia financeira”, declarou.
Durante o cumprimento dos mandados, um dos alvos apontados como líder do grupo tentou fugir pelos telhados de um condomínio. De acordo com o delegado, após retornar para o imóvel, ele foi localizado escondido embaixo de uma cama-baú.
Ao todo, 27 pessoas foram presas, sendo 15 delas já custodiadas em unidades prisionais. Os demais foram conduzidos para os procedimentos policiais e permanecem à disposição da Justiça.
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