
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a liderança da Minoria. A decisão foi tomada com base em parecer da Secretaria-Geral da Mesa (SGM), que considerou a nomeação incompatível, já que o parlamentar está ausente do país desde fevereiro e permanece nos Estados Unidos.
De acordo com o parecer, a ausência física inviabiliza o exercício das funções de liderança, que incluem orientar votações, participar de debates e apresentar requerimentos. A SGM destacou ainda que apenas parlamentares em missão oficial autorizada podem registrar atividades de forma remota, o que não se aplica ao caso de Eduardo Bolsonaro, que não comunicou previamente sua saída do Brasil.
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), responsável pela indicação, contestou a decisão e alegou que um ato da Mesa da gestão de Eduardo Cunha dispensava líderes partidários de registrar presença em Plenário. O objetivo seria evitar risco de perda de mandato por ausência em sessões.