
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (5), duas grandes operações integradas de combate ao crime organizado — Leviatã e Libertas — realizadas simultaneamente em oito cidades paraibanas, além de municípios do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro.
As ações visam desarticular grupos criminosos envolvidos em homicídios, tráfico de drogas, roubos e comércio ilegal de armas. Um dos alvos é apontado como líder da facção Nova Okaida nos municípios de Cubati e São Vicente do Seridó, suspeito de ordenar diversos assassinatos na região.
Conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande (DRF-CG), em conjunto com a UNINTELPOL e delegacias seccionais de Picuí e Esperança, a Operação Leviatã busca cumprir 30 mandados de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa paraibana.
Entre os alvos estão líderes já presos que continuavam atuando de dentro do sistema penitenciário com o uso ilegal de celulares. A investigação também identificou a atuação de dois suspeitos no Rio Grande do Norte responsáveis pela venda de armas à quadrilha — uma delas, uma submetralhadora calibre 9mm produzida em impressora 3D, apreendida em Nova Floresta.
A Operação Libertas é conduzida pelo Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional, com apoio da DRACO, GOE e outras unidades. O foco é prender integrantes de uma facção criminosa envolvida em um homicídio ocorrido em 21 de abril deste ano.
Entre os investigados está um ex-guarda municipal condenado por roubo a banco em 2022, que voltou ao cargo em 2025 sob regime de “excepcional interesse público”, recebendo mais de R$ 10 mil mensais.
Um dos membros do grupo foi executado pelos próprios comparsas após quebrar regras internas da facção.
As operações foram deflagradas de forma simultânea porque um dos investigados era alvo comum nas duas ações. O balanço oficial será apresentado em coletiva de imprensa às 11h, na Cidade da Polícia Civil de Campina Grande.