
A Justiça converteu em prisão preventiva as prisões em flagrante de um homem, de 29 anos, e duas mulheres, de 30 e 19 anos, investigados por tortura e associação para o tráfico de drogas em Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba. As informações foram repassadas pelo delegado Gutemberg Cabral, da Delegacia de Polícia Civil de Princesa Isabel, vinculada à 16ª Delegacia Seccional de Polícia Civil.
De acordo com o delegado, o trio foi preso após policiais do Grupo Tático Especial (GTE) e da equipe de plantão flagrarem os suspeitos torturando um homem de 39 anos. A investigação aponta que os agressores acreditavam que a vítima havia repassado informações à Polícia Civil sobre a atuação do grupo criminoso no tráfico de drogas na região.
Segundo Gutemberg Cabral, os investigados suspeitavam que a vítima tivesse colaborado com as investigações que resultaram, no último dia 30 de junho, na prisão de outros envolvidos com o tráfico de entorpecentes e que também são investigados por participação no homicídio de um homem conhecido como "Feijão", ocorrido em 9 de julho.
Ainda conforme o delegado, os suspeitos decidiram aplicar uma espécie de "disciplina" contra a vítima e chegaram a filmar as agressões. O homem sofreu diversos ferimentos provocados durante as sessões de violência e chegou a desmaiar. O exame de corpo de delito constatou cortes, hematomas e lesões em várias partes do corpo, com laudo médico apontando sinais compatíveis com tortura.
Após as audiências de custódia, a Justiça acolheu o pedido da Delegacia de Polícia Civil de Princesa Isabel e converteu as prisões em flagrante em preventivas. Os três investigados responderão pelos crimes de tortura e associação para o tráfico de drogas.
Conforme informou o delegado Gutemberg Cabral, as duas mulheres serão encaminhadas ao Presídio Feminino de Patos, enquanto o homem permanecerá recolhido na Cadeia Pública de Princesa Isabel, à disposição da Justiça.