
BRASÍLIA — O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (15) que a ausência do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", não irá prejudicar as investigações. O lobista, um dos principais alvos do colegiado, não compareceu à reunião marcada para esta tarde, possivelmente amparado por uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em suas redes sociais, o senador Viana garantiu que a estratégia de Antunes não será bem-sucedida, já que a CPMI possui acesso a informações cruciais para o avanço da investigação. "Ele não escapará, porque os sigilos fiscal e telefônico dele já estão quebrados, e nós já recebemos da Polícia Federal as informações sobre entrada e saída dele no país", disse Viana. Ele acrescentou que a comissão vai "fazer o cerco por meio das informações bancárias".
Viana também confirmou a reunião de quinta-feira (18) para ouvir o empresário Maurício Camisotti, embora tenha manifestado receio de que ele também cancele o depoimento, citando a mesma decisão do STF.
Novos Requerimentos Aprovados
Após o cancelamento da reunião, o deputado Duarte Jr. (PSB-MA) apresentou novos requerimentos para fortalecer as investigações. O parlamentar solicitou a convocação de Tânia Carvalho e Romeu Antunes, esposa e filho de Antônio Carlos Antunes, respectivamente.
O requerimento também pede a quebra do sigilo bancário e fiscal da esposa do lobista, Tânia Carvalho, para o período de janeiro de 2022 a julho de 2025. Segundo o deputado, o casal teria movimentado, em menos de seis meses, R$ 353 milhões.
A convocação de Romeu Antunes se justifica pelo fato de ele ser sócio de diversas empresas com o pai, como a Prospect Consultoria Empresarial LTDA e a ACCA Consultoria Empresarial LTDA. O deputado argumenta que essas empresas foram usadas para a movimentação do dinheiro obtido no esquema que fraudou o INSS.
A CPMI segue com o objetivo de votar, ainda nesta semana, a convocação de presidentes do INSS e de sindicatos, a fim de ampliar o escopo da investigação.