
Deputados e senadores protocolaram 7.453 emendas ao projeto de lei orçamentária de 2026 (PLN 15/25). Desse total, 41 modificam o texto do projeto, 4 cancelam despesas e as demais remanejam ou ampliam dotações previstas.
Segundo consultorias da Câmara e do Senado, foram apresentadas 6.870 emendas individuais e 538 coletivas, entre comissões e bancadas estaduais. As duas categorias são impositivas, ou seja, obrigatórias na execução do orçamento.
As emendas somam R$ 255,5 bilhões, valor que deverá ser reduzido pelo relator, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL). Para comparação, o total reservado para emendas em 2025 foi de cerca de R$ 50 bilhões.
A saúde concentra o maior volume de indicações individuais, com R$ 14,8 bilhões — metade do valor dessas emendas precisa, por lei, ser aplicada na área. Em seguida vêm as transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, destinadas diretamente a prefeituras, que somam cerca de R$ 7 bilhões.
Entre as emendas de bancadas estaduais, a saúde também lidera, com R$ 10 bilhões, seguida da área de integração e desenvolvimento regional, que recebeu R$ 4,7 bilhões.
