
A Justiça Federal manteve neste domingo (23) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro após audiência de custódia realizada em Brasília. A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino homologou a decisão e afirmou que não houve abuso por parte dos policiais no cumprimento do mandado.
Bolsonaro confirmou ter manipulado a tornozeleira eletrônica e atribuiu a atitude ao efeito de medicamentos. Disse ainda que não tentou fugir e que o equipamento não chegou a ser rompido.
O Supremo Tribunal Federal fixou até as 16h30 deste domingo o prazo para a defesa se manifestar sobre a violação do monitoramento. Nesta segunda (24), a Primeira Turma analisará a decisão que resultou na prisão preventiva, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após suspeita de risco de fuga.
O ex-presidente foi preso no sábado (22) pela Polícia Federal, um dia depois de tentar abrir a tornozeleira com uma ferramenta, o que gerou alerta das autoridades penitenciárias. A defesa havia tentado converter a prisão em domiciliar humanitária, mas o pedido foi negado.
Condenado a 27 anos e três meses pelo processo da trama golpista, Bolsonaro e outros réus aguardam julgamento dos últimos recursos. Se forem rejeitados, as penas começarão a ser executadas em regime fechado.